segunda-feira, 25 de agosto de 2008

ontem à praça, o banco
ali sem que ninguém
sentasse.
a bicicleta no poste,
pobre acorrentada, nada,
na coitada ninguém que pedalasse.
no centro, o palco.
o tolo microfone com fome,
mas no infame
ninguém que falasse.
o nobre vendedor velava
o horror no pavor, pois,
ninguém ali que comprasse.
eu, olhei pra mim, sim, pra dentro.
e logo vi.
a solidão também é minha.

Um comentário:

Clara Vasconcellos disse...

Que lindo isso "a solidão também é minha"... Cheguei aqui pelo blog da Cissa. Bela surpresa... :)